Impossível? – Parte 1
Amigos Vascaínos,
Essa semana declarei pelo twitter os nove objetivos que a diretoria deveria perseguir até 2014 para dizer que fez um grande mandato na direção do clube. São eles:
1-Transformar a base do Vasco em uma das melhores do Brasil
2- Conseguir os CT's da base e do profissional
3- Garantir a reforma de São Januário
4- Melhorar cada vez mais a qualidade do seu elenco
5- Profissionalizar todos os setores do clube
6- Consertar o programa de sócios
7- Pagar sua folha salarial em dia
8- Reformar o estatuto do Vasco
9- Seguir reduzindo a relação dívida / receita do clube.
Na ocasião houve algum debate com outros vascaínos, alguns considerando que eu estava pedindo algo impossível de ser feito, outros considerando que era sim possível e deveria ser feito.
Nessa coluna de hoje, vou falar dos quatro primeiros pontos elencados e mostrar porque é sim possível chegar nesse ponto sem investir altas somas, apenas mantendo uma gestão de qualidade no clube
Lembrando que o tempo para construir tudo o que foi pedido não é apenas de dois anos, mas sim de seis anos, considerando que a diretoria atual entrou em 2008 na direção do clube
1-Transformar a base do Vasco em uma das melhores do Brasil
Pedir que a base se torne uma das melhores do Brasil, não é pedir que seja a melhor. Para chegarmos ao ponto de ter a melhor base do Brasil, precisaremos de muito mais tempo e investimento, isso sim seria um pedido incompatível nesse momento. Chegar a ser uma das melhores não é. Uma das melhores bases do Rio de Janeiro hoje é do Nova Iguaçu, clube que possui um poder de investimento absolutamente inferior ao do Vasco. Mudar sensivelmente a qualidade da base vascaína passa muito mais por mudança de métodos e vontade política do que por investimento.
Deveríamos começar nomeando um vice-presidente de futebol amador, pessoa que teria voz junto à diretoria para brigar pela base. Do jeito que está, são tantos os problemas imediatos a serem resolvidos que a base acaba relegada a segundo plano, coisa que não ocorreria se algum membro da diretoria tivesse a pasta como função exclusiva.
Depois seria a contratação de um diretor-executivo para a base, com conhecimento total do assunto. Leonardo Vitorino, ex-profissional do Al Gharafa está com o contrato se encerrando e querendo voltar ao Brasil. Poderiam aproveitar a oportunidade.
O próximo passo seria a alteração do fraquíssimo Galdino, treinador dos juniores, por um profissional de qualidade comprovada na função. Galdino só tem duas coisas comprovadas até agora, sua péssima condução dos juniores do clube e sua amizade com Dinamite. Apenas isso e mais nada.
A partir daí seria melhorar a captação de jogadores, coisa que chegou a ser iniciada quando Caetano ainda aqui estava e trouxe o observador-técnico Juarez Fischer, iniciar uma rotina profissional na base, privilegiando a qualidade técnica dos jogadores em detrimento dos resultados imediatos e afastando jogadores de empresários, além de instituir, junto ao profissional do clube uma obrigação de aproveitar os jogadores da base no time de cima.
Fazendo isso, naturalmente nossa base elevaria muito de nível e se tornaria respeitada novamente. Revelar jogador é algo natural, parte da história do Vasco, não é nenhum milagre.
Por justiça, destaco o trabalho do treinador do infantil, Cássio, que sempre conquista excelentes resultados com o seu time. Curioso ver que os mesmos jogadores que são campeões com Cássio se tornam medíocres com o Galdino.
Esse é um ponto em que o Vasco involuiu. Apesar dos muitos avanços, nesse setor tivemos retrocesso em relação ao que tínhamos com Eurico Miranda.
2- Conseguir os CT's da base e do profissional
A informação que recebi recentemente é que o CT da base será o de Itaguaí, que está sendo reformado e o CT dos profissionais será em parceria com a Brahma. O de Itaguaí a princípio será arrendado, mas a idéia é comprá-lo no futuro.
Ainda há o terreno em Maricá, que poderia ser aproveitado para outra finalidade e o terreno de Duque de Caxias, que precisa ser recuperado junto ao TCU.
Ou seja, ambos seriam pontos já bem encaminhados para resolução, portanto nada de impossível pedir que se concretizem até 2014
3- Garantir a reforma de São Januário
Já existe uma comissão, formada pelo Frederico Lopes, Carlos Osório, Sergio Dias, Nelson Rocha e outros vascaínos, para viabilizar essa questão. A reforma do entorno seria toda custeada pelo poder público e a reforma do estádio seria privada, realizada por uma empresa que se associaria ao Vasco nos mesmos moldes que o Grêmio fez com sua arena e o Palmeiras com o novo Palestra.
O pessoal do site Web Vasco está ajudando na reforma do entorno e inclusive já se reuniu com o secretário de habitação Jorge Bittar.
Ou seja, esse seria mais um ponto já em andamento e que depende apenas de gestão e interesse político, não tanto de investimentos altos
4- Melhorar cada vez mais a qualidade do seu elenco
Isso é crucial. A tendência natural de todos os times é evoluir e se o Vasco não seguir nessa mesma linha, se coloca em posição de perda de espaço de forma lógica
Melhorar a qualidade do elenco não necessariamente significa investir alto, muitas vezes uma contratação bem feita, bem observada, traz retornos muito maiores
O Vasco mesmo fez isso quando trouxe Dedé, um zagueiro desconhecido do Volta Redonda e que hoje se tornou um dos melhores do mundo
Aliás, o Vasco seguiu uma linha de evolução de 2009 para 2010 e de 2010 para 2011. Sempre foi possível, não tem porque agora se tornar impossível.
É uma questão muito mais de saber observar o que o mercado te oferece e o que o clube precisa do que investir altas somas. Ainda há o mercado sulamericano, muito pouco explorado por nosso clube até então, sem contar nossa base que pouco fornece jogadores.
Na próxima sexta continuo a análise, com a inclusão dos outros cinco pontos pedidos
Mas pela análise dos quatro primeiros, acham mesmo que eu pedi algo absurdo para a nossa diretoria?
Vasco! Vasco! Vasco!
Sigam-me pelo twitter: @hfloret


